Weverton Rocha
Senador Weverton Rocha divulga nota após ser alvo de mandado na Operação Sem Descontos

A Operação Sem Descontos investiga possíveis irregularidades e segue sob condução da Polícia Federal, com acompanhamento do Ministério Público Federal
Por Nildo Costa
18 de dezembro de 2025 às 15h45

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) divulgou, na tarde desta quinta-feira, uma nota de esclarecimento após ter sido alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Sem Descontos, deflagrada pela Polícia Federal.
Na manifestação pública, o parlamentar afirmou confiar plenamente nas instituições e reforçou seu respeito ao Estado Democrático de Direito, à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Weverton Rocha, a própria decisão da Suprema Corte reconhece a inexistência de provas que o vinculem a qualquer prática ilícita ou ao recebimento de recursos irregulares. O senador destacou ainda que relações profissionais de terceiros não podem ser utilizadas para imputar responsabilidades sem a apresentação de fatos concretos.
“O senador ressaltou que segue exercendo seu mandato com serenidade e que está colaborando com as autoridades para o total esclarecimento dos fatos”, diz a nota. Ele afirmou ainda estar confiante de que a verdade prevalecerá e de que sua inocência será plenamente reconhecida ao final das investigações.
Em decisão desta fase da operação, o ministro André Mendonça, do STF, rejeitou o pedido da PF para a prisão preventiva do senador Weverton Rocha (PDT-MA), investigado como “sustentáculo político” de esquema que fraudou aposentados do INSS. Apesar de reconhecer “fortes indícios”, o relator considerou insuficientes, por ora, os elementos para uma custódia. Contudo, o parlamentar agora enfrenta medidas cautelares rigorosas: está proibido de sair do país, teve o passaporte recolhido e não pode ter contato com outros investigados.
O caso, parte da “Operação Sem Desconto”, aponta a figura do senador como central para as atividades financeiras do suposto chefe do esquema. A decisão de Mendonça também autorizou a prisão de outros 16 investigados e a monitoração eletrônica de oito pessoas, incluindo um ex-assessor do senador que atualmente ocupa cargo na Previdência.
A Operação Sem Descontos investiga possíveis irregularidades e segue sob condução da Polícia Federal, com acompanhamento do Ministério Público Federal.
