Weverton Rocha

Senador Weverton Rocha divulga nota após ser alvo de mandado na Operação Sem Descontos

Senador Weverton Rocha divulga nota após ser alvo de mandado na Operação Sem Descontos
Publicado em 18/12/2025 às 15:54

A Operação Sem Descontos investiga possíveis irregularidades e segue sob condução da Polícia Federal, com acompanhamento do Ministério Público Federal

Por Nildo Costa

18 de dezembro de 2025 às 15h45

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) divulgou, na tarde desta quinta-feira, uma nota de esclarecimento após ter sido alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Sem Descontos, deflagrada pela Polícia Federal.

Na manifestação pública, o parlamentar afirmou confiar plenamente nas instituições e reforçou seu respeito ao Estado Democrático de Direito, à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo Weverton Rocha, a própria decisão da Suprema Corte reconhece a inexistência de provas que o vinculem a qualquer prática ilícita ou ao recebimento de recursos irregulares. O senador destacou ainda que relações profissionais de terceiros não podem ser utilizadas para imputar responsabilidades sem a apresentação de fatos concretos.

“O senador ressaltou que segue exercendo seu mandato com serenidade e que está colaborando com as autoridades para o total esclarecimento dos fatos”, diz a nota. Ele afirmou ainda estar confiante de que a verdade prevalecerá e de que sua inocência será plenamente reconhecida ao final das investigações.

Em decisão desta fase da operação, o ministro André Mendonça, do STF, rejeitou o pedido da PF para a prisão preventiva do senador Weverton Rocha (PDT-MA), investigado como “sustentáculo político” de esquema que fraudou aposentados do INSS. Apesar de reconhecer “fortes indícios”, o relator considerou insuficientes, por ora, os elementos para uma custódia. Contudo, o parlamentar agora enfrenta medidas cautelares rigorosas: está proibido de sair do país, teve o passaporte recolhido e não pode ter contato com outros investigados.

O caso, parte da “Operação Sem Desconto”, aponta a figura do senador como central para as atividades financeiras do suposto chefe do esquema. A decisão de Mendonça também autorizou a prisão de outros 16 investigados e a monitoração eletrônica de oito pessoas, incluindo um ex-assessor do senador que atualmente ocupa cargo na Previdência.

A Operação Sem Descontos investiga possíveis irregularidades e segue sob condução da Polícia Federal, com acompanhamento do Ministério Público Federal.